O custo de vida aumentou 0,67% na última parte de setembro, acumulando alta de 3,95% em 12 meses. A comida ficou mais cara, com destaque para tomate e batata, enquanto a conta de luz e passagens de avião também subiram. Combustíveis e cinemas ajudaram a conter parte do avanço.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou uma alta de 0,67% na última quadrissemana de setembro. Este avanço ocorreu após uma elevação de 0,52% na terceira parte do mês e um recuo de 0,37% em agosto, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com esse resultado, o indicador acumula agora um aumento de 3,95% nos últimos 12 meses.
O desempenho superou as expectativas do mercado, ficando acima do teto das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que projetavam uma variação entre 0,55% e 0,61%, com uma mediana de 0,60%.
- Quatro dos oito grupos que compõem o índice apresentaram aceleração de preços.
- A categoria Alimentação foi a que mais contribuiu para a alta, saltando de 0,58% para 1,00%.
- Os preços do tomate e da batata-inglesa subiram fortemente, pressionando o custo da comida.
- A tarifa de energia elétrica e as passagens aéreas também registraram aumentos relevantes.
- Combustíveis e ingressos de cinema registraram quedas, ajudando a segurar parte da inflação.
Detalhamento por grupos de consumo
Na leitura de encerramento de setembro, quatro dos oito grupos que compõem o IPC-S registraram aceleração. O grupo Alimentação passou de 0,58% para 1,00%. A Habitação avançou de 1,86% para 1,99%. Os Transportes tiveram uma queda menos acentuada, passando de -0,09% para -0,04%. Já o grupo Educação, Leitura e Recreação reduziu sua queda, de -1,12% para -0,23%.
Por outro lado, houve desaceleração em três outros grupos. Saúde e Cuidados Pessoais caiu de 0,19% para 0,17%. Despesas Diversas passou de 1,02% para 0,08%. O grupo Comunicação inverteu o sinal, indo de 0,21% para -0,02%. O grupo Vestuário manteve a variação de 0,30% observada na terceira quadrissemana.
Itens que mais encareceram e os que aliviaram a conta
Entre os itens que mais pressionaram a alta, a FGV destacou o tomate, cuja variação subiu de 24,02% para 29,64%. A batata-inglesa também sofreu forte aumento, de 13,69% para 23,09%. Outras contribuições para a inflação vieram da tarifa de eletricidade residencial, que passou de 8,64% para 8,76%, da passagem aérea, que subiu de -2,10% para 4,83%, e do condomínio residencial, de 1,30% para 2,51%.
Na ponta oposta, os principais alívios vieram de alguns itens do dia a dia. A gasolina caiu de -0,14% para -0,35%. O automóvel novo registrou queda de -0,12% para -0,46%. O seguro facultativo para veículos caiu de -1,90% para -2,68%. O mamão papaya apresentou recuo de -15,11% para -10,55%. O ingresso de cinema também caiu, de -33,38% para -33,03%.
Resumo do cenário inflacionário
O encerramento de setembro mostrou aceleração do IPC-S, com avanço mais forte no grupo Alimentação e pressão concentrada em itens básicos como tomate e batata-inglesa. No entanto, a queda nos preços de combustíveis e em alguns bens e serviços ajudou a conter parte do movimento de alta, evitando que o índice subisse ainda mais no mês.

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