Suspeitos de matar policial à paisana na Marginal Tietê são mortos em confronto em SP

Polícia Segurança 02/10/2026 11:26 Francisco Lima Neto - Folhapress noticiasaominuto.com.br São Paulo SP

Dois homens investigados pelo assassinato de um cabo da Polícia Militar, ocorrido durante um assalto na Marginal Tietê em agosto, foram mortos a tiros nesta sexta-feira (2) durante uma ação policial no bairro Parque Regina, na zona sul de São Paulo. A Polícia Civil informou que os agentes foram recebidos a tiros ao tentar cumprir mandados de prisão contra os foragidos. A vítima, que estava de folga, foi surpreendida após parar seu carro para checar um pneu, em uma tática conhecida como 'gangue da pedra'. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou o uso da força reativa e acionou a perícia, sem divulgar os nomes dos suspeitos.

Dois homens investigados pelo assassinato de um policial militar durante um assalto na Marginal Tietê, em São Paulo, foram mortos a tiros nesta manhã de sexta-feira (2), na zona sul da capital. A operação foi realizada por agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), conforme informado pela Polícia Civil.

O confronto ocorreu na rua Ceresópolis, no Parque Regina, região do Campo Limpo, quando policiais da 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Roubos e Latrocínios tentaram cumprir mandados de prisão temporária contra os investigados, que estavam foragidos. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), os agentes foram recebidos a tiros e revidaram, resultando na morte dos dois suspeitos no local.

  • O policial militar foi morto enquanto estava de folga, após parar o carro para verificar um pneu.
  • A polícia investiga se o assassinato foi praticado pela "gangue da pedra", que arremessa objetos na pista para atrair vítimas.
  • O confronto desta sexta-feira ocorreu no bairro Parque Regina, na zona sul de São Paulo.
  • Os suspeitos estavam foragidos e foram alvos de mandados de prisão temporária.
  • A perícia e o DHPP foram acionados para investigar a morte dos dois homens no confronto.

Detalhes da operação policial e do confronto

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não divulgou a identificação dos dois homens mortos na operação. Após o tiroteio, a perícia oficial e o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) foram acionados para analisar a cena do crime. A Polícia Civil confirmou que o uso da força foi em legítima defesa, após os agentes serem atingidos pelos disparos dos suspeitos.

O caso que originou a investigação refere-se à morte do cabo Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, ocorrida na noite do dia 28 de agosto. Na ocasião, ele foi atingido a tiros na Marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, na zona norte da cidade.

Método de atuação do crime: a 'gangue da pedra'

Segundo a Polícia Civil, na data do assassinato, o cabo Lima Pereira estava de folga e parou seu veículo em uma alça de acesso (recuo) para verificar a condição de um pneu. Foi nesse momento de vulnerabilidade que ele foi surpreendido e morto a tiros.

A investigação inicial aponta para a possibilidade de que a vítima tenha sido alvo da chamada "gangue da pedra". Esse grupo criminoso utiliza uma tática específica, conhecida na literatura policial, que consiste em arremessar objetos, como pedras ou garrafas, para os para-brisos ou para-choques dos veículos em movimento. O objetivo é forçar os motoristas a pararem o carro em local isolado ou de baixa visibilidade, facilitando a prática de assaltos ou homicídios. A corporação trabalha para confirmar se o modus operandi utilizado no caso do cabo se enquadra nesse padrão criminal.