Victor Lima Sedlmaier, suspeito de integrar grupo hacker ligado a Daniel Vorcaro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a soltura e manifestou disposição para colaborar com as autoridades, sem confessar crimes, alegando que a prisão já superou o prazo legal para reavaliação.
A defesa de Victor Lima Sedlmaier, apontado pela Polícia Federal como integrante de um grupo hacker ligado ao empresário Daniel Vorcaro, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a revogação de sua prisão preventiva e a realização de um novo depoimento à PF.
No pedido apresentado ao ministro André Mendonça, os advogados afirmam que Sedlmaier quer prestar esclarecimentos complementares sobre os fatos investigados. Ele já havia sido ouvido pela Polícia Federal em março, após ser conduzido à unidade da corporação no Aeroporto de Confins.
- O suspeito é vinciado ao grupo conhecido como Os Meninos.
- Ele afirma ser estudante de ciência da computação e desenvolvedor.
- Diz ter prestado serviços a David Henrique Alves, líder do grupo.
- A prisão preventiva já ultrapassou os 90 dias de reavaliação.
- A defesa pede substituição por medidas menos restritivas, como tornozeleira.
Manifestação de colaboração e status da prisão
A defesa também informou que o investigado está disposto a cooperar com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal. O documento ressalta, porém, que essa manifestação não representa, por si só, uma proposta formal de colaboração premiada nem uma confissão.
Segundo as investigações, Sedlmaier é relacionado ao grupo conhecido como Os Meninos. Em depoimento anterior, afirmou ser estudante de ciência da computação e desenvolvedor de sistemas e disse que prestava serviços a David Henrique Alves, apontado pela PF como líder do grupo.
Os advogados sustentam ainda que a prisão já ultrapassou o período de 90 dias previsto para reavaliação da necessidade da medida cautelar. Segundo a defesa, parte dos elementos materiais da investigação já foi apreendida e analisada pelas autoridades, o que justificaria uma nova avaliação sobre a manutenção da prisão.
Caso Mendonça não determine a soltura, a defesa pede a substituição da prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, entrega do passaporte, proibição de deixar o país e restrição de contato com outros investigados.

Victor Lima Sedlmaier - Reprodução


