Sargento da Marinha é morto por engano em MT após ser confundido com criminoso por facção rival

Polícia Segurança 02/10/2026 21:33 Redação g1 MT g1.globo.com Cáceres MT

Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado a tiros em Cáceres (MT) porque suspeitos de uma facção o confundiram com um integrante de uma organização criminosa rival. Dois homens foram presos e cinco adolescentes apreendidos pela polícia.

O sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado a tiros na quarta-feira (30), no bairro Jardim Imperial, em Cáceres, no Mato Grosso. A vítima morreu após ser confundida com um integrante de uma facção criminosa, conforme explicado pelo delegado Diego Felipe da Silva de Toledo, que conduz o caso.

O crime aconteceu porque os agressores acreditavam que um membro de uma facção rival tinha estado na casa da vítima horas antes. O objetivo era matar esse criminoso, mas eles erraram o alvo. Anderson saiu de casa para checar um alarme e foi baleado na porta. Dois suspeitos adultos foram presos e cinco adolescentes foram apreendidos durante a operação.

  • Anderson de Alencar Batista, sargento da Marinha, foi morto por engano ao ser confundido com um criminoso.
  • Os agressores cortaram a fiação elétrica da casa para atrair a vítima e atiraram após chamada de vídeo.
  • A polícia prendeu 2 adultos e apreendeu 5 adolescentes envolvidos no esquema.
  • A arma do crime foi escondida na casa de uma adolescente no bairro Residencial Valter Fidelis.
  • O caso envolve disputa entre facções e os suspeitos citam o Comando Vermelho como mandante.

Modo de atuação dos criminosos

Segundo o delegado, a motivação do assassinato seria a guerra entre facções criminosas. Os integrantes do grupo que cometeu o crime teriam descoberto que o verdadeiro alvo, um membro da facção rival, havia frequentado o imóvel da vítima anteriormente. Durante a madrugada, eles foram até o local e cortaram a fiação elétrica do imóvel, o que causou um disparo no alarme.

Ainda de acordo com a polícia, um dos suspeitos foi até a casa de Anderson e cortou a cerca elétrica para acionar o sistema de segurança. Em seguida, ele se escondeu em uma área de mata próxima. Enquanto estava escondido, o homem fez uma chamada de vídeo com os supostos mandantes do crime.

Durante a ligação, os chefões viram Anderson pela câmera do celular. Ao confundirem o sargento com o alvo da execução, eles determinaram que os tiros fossem disparados. Anderson saiu de casa para verificar o que havia causado o alarme e foi atingido pelos disparos, não resistindo aos ferimentos.

Investigação e prisões

Anteriormente, a Polícia Militar havia informado que o homem apontado como autor dos disparos relatou que o crime teria sido coordenado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Conforme a versão apresentada pelo suspeito, os integrantes da facção teriam determinado o assassinato de dois homens que estariam na casa da vítima no momento do crime.

Dois suspeitos foram presos e cinco adolescentes foram apreendidos ainda na quarta-feira (30). As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pela polícia por questões de sigilo ou identificação. Durante as investigações, as equipes localizaram a arma de fogo supostamente utilizada no crime. O armamento estava escondido em uma casa no bairro Residencial Valter Fidelis.

Nessa residência, a polícia encontrou uma adolescente apontada como responsável por guardar e ocultar a arma, sendo ela apreendida. Em seguida, a polícia abordou um carro branco onde estavam outros dois suspeitos. Segundo a PM, eles foram identificados como o motorista do veículo utilizado na execução e o autor dos disparos que mataram Anderson.

Outro adolescente, que teria levado a arma até a casa onde ela foi escondida, também foi apreendido. Além deles, outros dois adolescentes foram capturados por terem prestado apoio logístico aos envolvidos. Eles auxiliaram na permanência dos suspeitos após o crime, na fuga e na ocultação da arma. Todos foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia.

Ainda segundo o delegado, haverá representação judicial pela prisão preventiva do autor dos disparos e pela internação dos adolescentes. A Polícia Judiciária Civil dará continuidade às providências cabíveis para garantir a aplicação da lei e punir os responsáveis pela morte do sargento.