A Secretaria da Saúde de SP confirmou mais três casos, elevando o total para 40. A capital concentra 90% das infecções, mas há sinais de redução. A vacinação gratuita com a tríplice viral é a principal forma de prevenção e deve ser mantida em dia.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou quatro novas ocorrências de sarampo nesta quinta-feira (1º), totalizando assim 40 casos ao longo de 2026.
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta que os três pacientes diagnosticados moram na capital paulista: são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano.
- O sarampo voltou a circular no estado de São Paulo em 2026.
- A capital concentra 90% de todos os casos registrados.
- 30 dos 40 infectados não haviam tomado a vacina ou estavam com o esquema incompleto.
- A vacina tríplice viral é gratuita e protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
- Há tendência de queda na contaminação, segundo o monitoramento.
Os novos registros estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. As cadeias de transmissão do sarampo mostram o caminho que o vírus faz de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.
Sinais de redução na transmissão
O monitoramento realizado pelas equipes municipais e estadual, aponta uma tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância também monitora a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.
A capital paulista concentra 90% das infecções registradas no estado. O balanço atualizado aponta 36 casos na capital, dois casos em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos e Santo André.
Importância da vacinação
A baixa adesão à prevenção entre os infectados traz preocupação às autoridades sanitárias. Dos 40 casos identificados no ano, 30 envolveram pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto.
A secretaria reforça que a vacinação é a principal e mais segura forma de prevenção contra a doença. O imunizante utilizado é a vacina tríplice viral que, além do sarampo, também garante proteção contra a caxumba e a rubéola.
A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas por todos os 645 municípios do estado de São Paulo.
Quem deve se vacinar
Crianças com 12 meses: primeira dose. Criança com 15 meses: segunda dose.
Pessoas de 15 meses a 29 anos devem tomar as duas doses da vacina com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúde devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
A dose zero é aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A dose zero pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
A dose zero não substitui as previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Sarampo (IA)


